quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Aparente(mente)

O ser humano assume várias formas e faces durante sua longa ou não tão longa estadia de existência na Terra. Não se sabe ao certo o que somos, ou melhor, quem somos.

Não temos olhos internos, não nos enxergamos internamente, isso impede muitas pessoas de verem(-se). Temos alma, e a alma não possui nenhum sentido, não enxerga, não fala, não ouve, apenas É ela própria, sem artifícios, sem rótulos, simplesmente é um Ser existente.

É no corpo então, que se manifestam os desejos inerentes ao individuo, seus sentidos são expressos por seus sentimentos. E a partir dessas expressões as pessoas acreditam conhecer as outras pessoas.

Se choramos, estamos tristes; se sorrimos estamos alegres, se estamos calados, somos pensativos ou tímidos, tudo simples assim.

E desta forma, tentamos (nos) mostrar às pessoas a pessoa que somos através das nossas aparentes expressões (ou de nossas expressões aparentes!?).

Mas a alma de quando em quando se cansa deste jogo de disfarces e acaba por vezes a expressar sua própria face, e aflora de maneira tal que por alguns instantes revelamos(-nos) em essência, e a face oculta da alma, não simplesmente aparece, revela-se.

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