segunda-feira, 29 de novembro de 2010

(Des)encaixando peças

Pra quem acredita, diz ser ele sua própria medida;

Há quem diga que não se vive sem

Outros, porém compartilham-se consigo mesmo, por falta de “alguéns”

E assim sem avisar, ele acaba por chegar

Com querer ou não

Com repulsa ou desejo sem explicação

E então, se apossa

Domina-lhe-controla

E você o dar a alguém, não para rejeitá-lo,

Mas, para compartilhá-lo.

Este é o seu propósito, seu destino, fato.

Em alguns casos, nem sempre compartilhado é sinônimo de recíproco.

Você o dá a alguém, e é curiosamente rejeitado

É como um jogo de quebra-cabeças,

Se a peça não serve naquele lugar, vai pra outro.

E você sai, juntando as peças, quebrando cabeça.

Já ta quase tudo pronto e alguém chega, e bagunça tudo que já foi montado.

Suas peças estão novamente, fora do lugar, “des-lugarizadas”.

E assim o jogo recomeça

Sem regras, sem pré-visão, sem jogadores, apenas AMADORES.

Mas isso é que torna o jogo interessante,

Quanto menos as peças se encaixam, mais se aprende sobre o jogo.

As vezes, por falta de atenção, ou mesmo pra “tirar a dúvida”, você acaba por colocar a peça no mesmo lugar, e não coincidentemente, não é o lugar certo.

E assim é, um jogo. Peças, pessoas. Manipulados e manipula-dor.

Há jogadores; perdedores ou vencedores, são apenas convenções para justificar, sabe-se lá o quê?!

Há aprendizes, que amam brincar, brincam de amar. Onde às vezes, não são apenas as cabeças que saem quebradas.

O fato é que você tem que aproveitar enquanto há tempo;

Normalmente é um jogo que se joga só, a sua relação com as peças é de manipulação.

Você deve colocá-las no lugar delas, e está sempre no comando, não se permita inverter os papeis, caso contrário, o jogo perde o sentido.

Tem de ser cada um no seu lugar,

Você tentando encaixá-las, e elas tentando enlouquecê-lo. É assim que funciona.

Ah, um aviso, não tente ter como objetivo, montar o quadro, finalizar o jogo,

O mais instigante, é o percurso, é como diz um filósofo: “ao atravessar uma ponte o que importa não é o saída ou a chegada, mas a travessia”. E é mais ou menos assim mesmo.

Enquanto se joga, você pensa em desistir, joga tudo que já foi montado no chão, diz que não vai mais jogar, mas... tudo em vão, de repente, inexplicavelmente, espontaneamente, você ta lá de novo, jogando, brincando, passando tempo, recomeçando.

E o jogo não acaba quando termina.

Juntamente com as peças, você também vai tentando encontrar o seu lugar, e acaba por se tornar uma peça, não mais manipulador, manipulado, não pensa, se quebra, sem cabeça, se joga, se (des)monta, se comple(men)ta.

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