segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Que tipo de texto é esse?!

Eu não sei quem você é.

Você sabe quem é você?

Não me diga, deixe-me descobrir, se mostre-me.

Descobertas são sempre assustadoras

Revelam o novo, o desconhecido, revelam a segurança do “não saber”.

É isso, ou então, eu sou medrosa.

Se sou, então assim, todos somos, ou a maior parte de nós.

Quem não tem medo do que não conhece?!

Medo. Um mal necessário.

Mas voltando a você, quem é mesmo você?

Todos dizem muito sobre aquilo que somos,

Frases clichês:

“Somos o que queremos ser”

“Somos o que fazemos”

“Somos o que pensamos”

“Somos o que podemos”

“Somos o resultado de nossas escolhas”

E todos os demais verbos e advérbios que convirem e se encaixarem melhor no momento.

Sei que independentemente do que somos, somos de fato, alguma coisa.

Quem tem vida, mas que não necessariamente vive.

Que sente, de forma incondicional.

Sente desejos, prazeres, dor, falta, e que simplesmente, sente.

Que consegue, através da saudade, medir no tempo e no espaço, a medida exata da distância.

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